O que acontece quando as dívidas do empresário se confundem com as Finanças do Negócio?

18/09/2014

Por Ana Caroline Moraes

As empresas brasileiras se destacam por sua perspicácia, dedicação e força de vontade para crescer, e disso não há dúvidas. Acontece que muitas decisões e situações que adiamos no trabalho acabam se misturando com problemas pessoais, e quando falamos de questões financeiras, esse fator pode ser uma corda no pescoço.

Dados apontam que em média 70% das empresas, em sua maioria pequenas e médias, fecham as portas após cinco anos de atividade e entre as causas do evento está a falta de controle do caixa da empresa, onde em alguns casos se confundem com as finanças pessoais do empreendedor, que prefere investir em um carro atual do que a uma Gestão mais completa.  

Para o economista Valdir Juvêncio, é necessário elaborar um plano de curto e um plano de longo prazo para assim identificar as variáveis que podem afetar o empreendimento e traçar um plano de ação. “Esse planejamento deve ser colocado em papel, em planilhas e sistemas de ERP, onde é possível acompanhar as vendas, custos e despesas”,  declara Juvêncio.

O diretor da UNO Soluções Integradas, Marcio Sanson, explica que um sistema de Gestão te ajuda a medir a potência do seu negócio, as melhorias que devem ser feitas, mas que o empresário precisa estar consciente de que as finanças pessoais não devem ser privilegiadas, principalmente no início do projeto.

“No início é muito importante se educar e conscientizar de que 70% ou até mesmo 100% do lucro deve ser reinvestido conforme o evoluir do seu negócio, ou seja, quando a sua empresa for reconhecida no mercado, quando houver reserva de caixa e reconhecimento por parte dos clientes, o percentual de lucro a ser retirado pode ser aumentado”,  explica Sanson.

A obtenção de lucros dependerá muito do tamanho das Finanças do seu Negócio, isso pode variar em média de dois a cinco anos, com a absoluta convicção de que a maior parte do lucro deve ser reaplicada no próprio empreendimento. Isso não significa que você nunca poderá comprar o sonhado carro do ano, mas sim adquiri-lo de forma que não prejudique a sua empresa.

 

Empresas brasileiras sobrevivem, em média, dez anos.

Veja a notícia que saiu no Jornal Hoje sobre o assunto:

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